Acórdãos

Tribunal de Segunda Instância

    • Data da Decisão Número Espécie Texto integral
    • 14/12/2006 317/2006 Recurso contencioso (Processo administrativo de que o TSI conhece em 1ª Instância)
    • Assunto

      – autorização especial de permanência
      – reagrupamento familiar de trabalhador não residente
      – art.º 8.º, n.º 5, da Lei n.º 4/2003, de 17 de Março
      – poder discricionário
      – sindicância contenciosa
      – erro grosseiro

      Sumário

      1. Cabe à Administração decidir, no uso do seu poder discricionário, do pedido de autorização especial de permanência por motivo de reagrupamento familiar de trabalhador não residente, formulado à luz do art.º 8.º, n.º 5, da Lei n.º 4/2003, de 17 de Março.
      2. Para constatar isto, basta atender à expressão “pode ser” utilizada pelo legislador no n.º 1 do mesmo art.º 8.º.
      3. Assim sendo, ressalvadas as situações de uso manifestamente desrazoável dessa discricionariedade, a decisão administrativa de indeferimento do pedido de autorização especial de permanência não é sindicável pelo tribunal, sob pena da flagrante violação do princípio da separação dos poderes, informador do princípio da jurisdição da mera legalidade previsto no art.º 20.º do Código de Processo Contencioso Administrativo.

       
      • Votação : Unanimidade
      • Relator : Dr. Chan Kuong Seng
      • Juizes adjuntos : Dr. José Maria Dias Azedo
      •   Dr. Lai Kin Hong
    • Data da Decisão Número Espécie Texto integral
    • 14/12/2006 568/2006 Recurso de decisões jurisdicionais em matéria administrativa, fiscal e aduaneira
    • Assunto

      Pedido.
      Intervenção do Tribunal em caso de erros, omissões, irregularidade e obscuridades das peças dos sujeitos processuais.
      Pedido de rectificação da petição inicial.

      Sumário

      1. A identificação e determinação do pedido formulado a final de uma petição de recurso não deve ser feita sem se atender ao teor das alegações e conclusões do mesmo.
      2. A intervenção oficiosa do Tribunal no sentido de se suprirem erros, omissões, irregularidades e obscuridades de que padecam peças dos sujeitos processuais deve ser pautada pela observância dos princípios antiformalistas “proactione” e “in dubio pro habilitate instantiae”, (que constituem princípios fundamentais do contencioso administrativo), por forma a possibilitar o exame do mérito da causa, assim se garantindo uma “tutela judicial efectiva.
      3. Constatando-se que a petição inicial pela recorrente apresentada padece de obscuridade, e não se tendo convidado a mesma a aclarar a sua pretensão, motivos não há para se indeferir um pedido de rectificação por aquela apresentado antes da citação da entidade recorrida para contestar.

       
      • Votação : Unanimidade
      • Relator : Dr. José Maria Dias Azedo
      • Juizes adjuntos : Dr. Chan Kuong Seng
      •   Dr. Lai Kin Hong
    • Data da Decisão Número Espécie Texto integral
    • 14/12/2006 540/2006 Recurso de decisões jurisdicionais em matéria administrativa, fiscal e aduaneira
    • Assunto

      Infracção administrativa.
      Prescrição (artº 7º, nº 1 do D.L. nº 52/99/M).

      Sumário

      Constatando-se que aquando da decisão que determinou a instauração do procedimento sancionatório por prática de uma infracção administrativa, decorrido estava o prazo de prescrição do mesmo, ilegal é a decisão que, a final, pune o “infractor”, sendo assim adequada a sua anulação.

       
      • Votação : Unanimidade
      • Relator : Dr. José Maria Dias Azedo
      • Juizes adjuntos : Dr. Chan Kuong Seng
      •   Dr. Lai Kin Hong
    • Data da Decisão Número Espécie Texto integral
    • 14/12/2006 500/2006 Recurso em processo penal
    • Assunto

      - Honorários do defensor oficioso

      Sumário

      Os honorários a fixar ao patrono oficioso, no âmbito do apoio judiciário, pela sua intervenção em processo crime, não podem deixar de respeitar a tabela que se encontra anexa à Portaria 265/96/M de 28 de Outubro e para que a Lei n.º 21/88/M, de 15 de Agosto, remete.

       
      • Votação : Unanimidade
      • Relator : Dr. João A. G. Gil de Oliveira
      • Juizes adjuntos : Dr. Choi Mou Pan
      •   Dr. Lai Kin Hong
    • Data da Decisão Número Espécie Texto integral
    • 14/12/2006 471/2006 Recurso em processo penal
    • Assunto

      - Liberdade condicional
      - Passado criminal

      Sumário

      1. A concessão da liberdade condicional do arguido condenado e em execução de pena de prisão pressupõe a verificação de um juízo de prognose favorável à libertação em termos de prevenção geral e especial, importando ponderar, por um lado, a fundada esperança de que o condenado conduzirá, em liberdade, a sua vida de modo socialmente responsável, sem cometer crimes, por outro, importando ponderar a compatibilidade entre a libertação antecipada do condenado e a defesa da ordem jurídica e a paz social.

      2. É difícil formular tal juízo de prognose favorável quando o arguido já cumpriu por diversas vezes penas de prisão, não obstante um comportamento prisional adequado e sem infracções.

       
      • Votação : Unanimidade
      • Relator : Dr. João A. G. Gil de Oliveira
      • Juizes adjuntos : Dr. Choi Mou Pan
      •   Dr. Lai Kin Hong